
Você, em sã consciência, colocaria uma coleira em seu filho sapeca?
Quando eu tive o Pedro já havia visto essa coleirinha e achei o máximo!
Meu marido dizia: "imagina", "nunca"... para quem eu contava achava um verdadeiro absurdo.
O Pedro, então, começou a dar seus passinhos...em poucos dias estava correndo para todo lado.
Quando saía com ele na rua era um aperto; ele queria só correr. Se eu tivesse que entrar em uma loja ele dava um jeito de soltar de minha mão e, em questão de segundos, corria para a calçada.
Falei para o papai que 'tava difícil! Pensamos em um pulseira com alça comprida e velcro que coloca no pulso da criança...o Pedro tiraria aquilo do braço sem pensar.
E a coleira? Vamos usar apenas quando estivermos em pequenas aglomerações como shopping, lojas cheias...ok. Comprei. A primeira vez que usei nele, nós dois (Pedro e eu), estávamos na região da 25 de março, na capital paulista. Ele odiou! Eu adorei! Senti uma liberdade que há tempos não sentia. Minhas mãos livres para carregar sacolas, o Pedro correndo mas com limite.
Outra vez. Coloquei num shopping. Não passou 01 pessoa por nós que não nos olhasse. Torciam o pescoço para ver-nos. Eu me senti desfilando. O Pedro nem reclamou tanto...melhor correr com limite do que não correr, certo?
Outra experiência, dessa vez um shopping mais "chique". A mesma reação das pessoas.
Nas duas experiências em shoppings muitas pessoas nos paravam para perguntar onde eu comprara o acessório.
Muitas críticas, muitos elogios, muitas perguntas. Se, cada vez que eu sair com o Pedro eu levar 10 unidades...vendo todas! Era o que eu deveria fazer mesmo...
Hoje, é raro utilizar a tal coleira porque meu Pedro já está devidamente ensinado e se faz traquinagens é de maneira consciente. Mas já coloquei nele em plena feira livre da rua debaixo.
Recomendo. Os pais não ficam tão preocupados quando o filho chega perto de escadas rolantes, quando quer entrar em alguma loja ou sair em disparada na calçada em direção à rua: qualquer coisa é só puxar a corda! Sutilmente porque trata-se do próprio rebento.
As avós, que outrora critcaram de forma negativa, depois que viram o resultado, aplaudiram a iniciativa. O papai também. É seguro tanto para os pais que não precisam ficar como doidos correndo e gritando atrás da criança achando que ela pode se perder ou se machucar, quanto para a própria criança que tem uma certa liberdade para correr sem ser desobediente nem levar puxões de orelha.


