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terça-feira, 6 de março de 2018

Quando o mal mora em casa...

Uma garota de apenas 5 anos morreu após ser espancada pelos pais em Itapetininga (SP) na última sexta-feira (2).



 

De acordo com o site G1, Débora Rolim da Silva, de 24 anos, e Phelipe Douglas Alves, 25,  acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) dizendo que a criança havia caído da cama e estava convulsionando.
No local, a equipe de socorro desconfiou dos hematomas existentes no corpo de Emanuelly Aghata da Silva e acionaram a polícia.
A garota foi levada ao pronto-socorro de Itapetininga e, em seguida, transferida para o Hospital Regional de Sorocaba, mas não resistiu e morreu poucas horas depois.
Os pais de Emanuelly foram levados à delegacia e após uma audiência de custódia, a prisão preventiva do casal foi decretada.
Débora foi encaminhada à Penitenciária Feminina de Votorantim (SP) e Phelipe foi para o Presídio II em Itapetininga.
A dupla já tinha passagens por agressão e pelo uso de drogas.
Além de Emanuelly, o casal tinha mais dois filhos, uma menina de 9 anos e um menino de 4. As crianças foram encaminhadas ao Conselho Tutelar de Itapetininga.



Momento de revolta pura revolta ! sim essa foto é da Emanuelle que faleceu espancada pela própria mãe, essa foto foi tirada por mim mesma no dia 14/01/2017, bom eu era a babá da Emanuelle que tinha 4anos o João 2anos e a Ana 7 anos, trabalhei durante 3meses na casa da Débora, presenciei muitas coisas naquela casa, faltava comida para eles as vezes eu ligava para meu meu vô levar algo lá, não tinha televisão para as crianças, a filha mas velha de 7anos que agora deve estar com 9, me falava cada coisa que a mãe saia para comprar lanche e deixava as crianças sozinhas e quando voltava comiam os lanches na frente deles e não davam para eles comerem, gente essa mãe foi cruel, ela foi um monstro para essas crianças, e numa quarta feira fui trabalhar cheguei lá na casa me espantei com esse olho roxo, gente estava muito roxo mesmo, ai ela me disse assim "anny passa essa pomada no olho dela pra sair esse roxo, fomos no barzinho ali comprar doce e ela caiu na escada" ai pensei comigo se ela tivesse caído ela estaria com o rosto ralado e não com o olho roxo, e eu disso ok eu passo, sem perguntas e sem nada, então ela saiu para trabalhar e eu perguntei para irmã mais velha, "Ana o que houve com a Manu?" ela disse "não posso contar se não minha mãe vai bater em mim" e eu disse Ana pode contar sua mãe não vai fazer nada pode me contar e então ela me disse assim "tia a mãe trancou a manu no quarto colocou papel na boca dela para ela não gritar e bateu com o guarda chuva no olho dela" eu disse ok Ana e ela foi brincar, no sábado trouxe ela em casa para minha mãe ver a situação dela e então levamos ela para uma colega dá igreja ver pois ela trabalhava no concelho, levamos ela até a moça e ela nos sugeriu a fazer denúncia pois não só o olho dela estava roxo mas as costas dela estava com algumas marcas fracas de batida e o braço cheio de marcas de unha, na segunda feira minha mãe foi ao concelho denunciar, e eu fui trabalhar, chegando lá a Débora disse "Anny não precisa vir mais tá pq a Ana está pegando implicância de você", eu disse ta bom e ela saiu para trabalhar, e eu chamei a Ana no canto e perguntei se era verdade aquilo que a mãe dela tinha me falado e ela disse que não poderia me contar pq se não a mãe ia bater nela até que então eu consegui convencê-la a me contar e ela disse que era pq umas moças do concelho tinham ido buscar eles lá eu disse que eu já sabia e então a Ana disse que tinha umas coisas pra me contar e ela me levou até o quarto fui com ela chegando lá ela me contou horrores de coisas sobre a mãe é então ela disse "tia a mãe pega a manu pelo pé e deixa ela de ponta cabeça e gira ela, maceta a cabeça da manu na parede, puxa o cabelo dela xinga ela e eu não gosto disso não gosto de ver isso" eu gravei tudo mas perdi os vídeos, e eu aconcelhei ela a falar tudo para o concelho e ela disse que só iria falar se eu fosse junto, demos um jeito e eu fui até o concelho e ela disse tudo para eles, para mim foi um alívio, levaram a menina para o IML, e mãe negando que havia batia nela e continuou falando que a menina havia caído dá escada, e desde desse dia não vi mais as crianças como minha mãe trabalhava perto ela passava em frente a casa e via as crianças na calçada brincado e ouvir aquilo era um alívio, em saber que eles estavam bem, e em dia falei para minha mãe, mãe passa em frente lá para ver como eles estão, e ela veio me falar que eles tinham se mudado, foi a pior notícia que ouvi desde ali minha cabeça ficou a mil só pensando como eles devem estar, não tive mais notícia nem do concelho pois eles visitavam as crianças duas vezes por semana mas nem isso intimidou essa mãe​, e foi ai que recebi essa noticia dolorosa minha irmã me ligou ontem me dano a notícia que a Manu havia sido espancada pela mãe e que acabou vindo a óbito, gente eu fiquei apavorada sem saber o que fazer eu não estava acreditando eu to em estado de choque ainda por mais que estávamos distante você ira fazer falta pois eu tinha a esperança de te encontrar de te ver de novo mas você se foi minha pequena e eu sentirei muitas saudades pois eu amava quando você vinha em casa e mexia em tudo e a Tia ficava Brava kk você era um doce um amor uma menininha brilhante alegre porém sofredora mas você foi guerreira eu sim sei o que você passou e tentei te ajudar de todas as formas mas essa justiça é uma bosta, minha pequena meu coração está despedaçado descanse em paz minha linda eu te amo muito
Texto: Anny Martins, ex babá da menina Emanuelle que foi espancada até a morte neste fim de semana em Itapetininga

Fonte: Sorocabanices

Pedófilo não tem endereço!


ALERTA AOS PAIS
(Texto retirado da web)

Alguns meses atrás fui fotografar uma festa de aniversario infantil e algo me deixou muito chocada. Havia uma menininha linda, pulando na cama elástica de vestido na maior inocência do mundo (obvio, era uma criança), ao pular, aparecia parte da lingerie e quando ela caia sentada, aparecia muito mais, de repente, ao olhar para o lado, vi um homem que não tir
ava os olhos da menininha, era um olhar diferente que me arrepiou. Aquilo começou a me incomodar, cheguei nele e perguntei se ele era o pai da criança (eu já sabia que não), mas perguntei como uma forma de intimida-lo, Perguntei assim: To vendo que o senhor não tira os olhos dela, ela é sua filha? Ele respondeu rispidamente que não e saiu. Chamei a menininha e disse assim: Me leve até a sua mamãe, vamos tirar uma foto lá com ela (despistei), ela desceu da cama elástica e me levou ate a mãe dela. Chegando na mãe dela puxei um assunto que não me lembro qual até que resolvi falar, apesar do medo enorme daquilo dar umtextofusão e acabar com a festinha, eu falei. A mãe assim como eu ficou chocada e me pediu que mostrasse quem era o homem, rodamos a festa inteira e não o encontramos mais.
Mamães, isso é muitooooo sério e tem acontecido com mais frequência do que podemos imaginar, os pedófilos estão no meio de pessoas de bem. 
Vamos proteger nossas crianças evitando situações como essa. Esta super na moda as mamães contratarem cama elástica e piscina de bolinha para as festas e toda criança normal vai querer se divertir, então evite colocar saias e vestidos em suas filhas, por mais lindas que elas ficarão, ou se forem colocar, coloquem um shortinho por baixo! permita que elas brinquem a vontade e com SEGURANÇA ! Fica aqui o meu alerta aos pais 

Crianças sendo proibidas de serem crianças!

 

A Síria clama por justiça. 
Suas crianças não sabem o que é ser criança. 
Não podem brincar em paz, não podem nem brincar direito. 
Angústia, terror e medo são seus companheiros diários. 
Não há sossego, não há esperança.
Os adultos conseguiram transformar o mundo num lugar chato, perigoso e cinza. 
Tiraram o colorido, arracaram os sorrisos...acabou a brincadeira.
Ser criança na Síria é viver sem infância; 
é ser adulto antes do tempo.
Criança cuidando de criança?
Criança precisa BRINCAR com criança!
O ódio não pode ser mais forte que o amor.

#orepelaSíria

Marisa Abeid

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Crianças proibidas de ver!

Muito otimistas, os seres humanos associam a palavra novo à palavra melhor. Gostamos de descrever as mudanças na nossa vida como "o progresso da humanidade".

Mas o novo não é sempre melhor. A redescoberta dessa afirmação óbvia é uma das novidades deste início de século e tem aumentado nosso interesse pelo modo de vida nas sociedades ditas primitivas. Você segue a dieta do caçador ou é vegetariano? Que tal corrermos descalços? Educar em casa ou na escola? E o colchão, não deveria ser mais duro?

Nosso passado é longo. Os ancestrais do Homo sapiens surgiram 1 milhão de anos atrás. Durante os primeiros 800 mil anos viveram coletando o alimento de cada dia, todo dia, o dia todo. Vagavam pelas estepes e florestas africanas, fugindo dos predadores. Nós, os Homo sapiens, surgimos faz aproximadamente 200 mil anos e somos descendentes dos indivíduos que sobreviveram a esta intensa seleção natural que durou 800 mil anos. 

Nestes últimos 200 mil anos, ainda passamos 185 mil deles vivendo em pequenos grupos, coletando raízes, caçando, pescando, nos espalhando por diversos continentes. Os nossos antepassados que sobreviveram a esse tipo de vida descobriram a agricultura e domesticaram os animais faz 15 mil anos. Neste período, passamos 10 mil anos em pequenas vilas. Faz talvez 5 mil anos que nos organizamos em cidades maiores e somente há 200 anos ocorreu a Revolução Industrial.

Nesta história de 1 milhão de anos, o passado recente não é a Revolução Francesa ou a locomotiva a vapor, como insistem os currículos escolares. O ontem é o fim da Idade da Pedra, a organização social de tribos nômades e o modo de vida dos primeiros agricultores. O carro e a internet surgiram faz alguns segundos.

O novo livro de Jared Diamond, The World Until Yesterday (O Mundo Até Ontem, em tradução livre), é sobre esse ontem e sobre o que ele pode nos ensinar. São 500 páginas de observações fascinantes. Aqui vai um aperitivo para aguçar seu apetite.

Nas sociedades tradicionais, as crianças, antes de aprenderem a andar, são carregadas pelas mães. Em todas as culturas tradicionais, logo que a criança consegue firmar o pescoço, ela é transportada na posição vertical. Pode ser nas costas ou na frente da mãe, seja com o auxílio dos braços ou utilizando dobras das roupas ou artefatos construídos para esse fim. 

Nessa posição, o campo visual da criança é aproximadamente o mesmo da mãe. Ela olha para a frente e pode observar todo o ambiente em sua volta praticamente do mesmo ângulo e da mesma altura da mãe. O horizonte, as árvores, os animais e seus movimentos são observados pela criança da mesma maneira que a mãe observa seu ambiente. Quando um pássaro canta e a mãe vira a cabeça para observar, a criança também tem uma chance de associar o canto do pássaro à sua plumagem. A criança observa o trabalho de coleta de alimento da mãe, como ela prepara a comida, o que a assusta, o que provoca o riso ou a tristeza na mãe. Carregar uma criança na posição vertical faz parte do processo de educação.

Isso era ontem. E como é hoje? 

Inventamos o carrinho de bebê. 

                              As crianças menores são transportadas deitadas de costas, olhando para o céu (ou para a face da mãe). 
    A criança não compartilha a experiência visual da mãe, não consegue associar as expressões faciais da mãe a objetos e sentimentos. 
 Os sons ouvidos pela criança dificilmente podem ser associados a experiências visuais, atividades ou sentimentos. 
          Deitadas, as crianças modernas só observam o teto (dentro de edifícios) ou o céu (ao ar livre). 

Como o céu é claro e incomoda a vista, muitos desses carrinhos possuem uma coberturas de pano, o que restringe ainda mais o campo de visão e empobrece a experiência visual da criança. Não é de espantar que um bebê, cujos ancestrais foram selecionados para aprender a observar o meio ambiente desde o início de sua vida, fique entediado. Mas para isso temos uma solução moderna: uma chupeta que simula o bico do seio da mãe. Hoje, carregar uma criança é considerado um estorvo, mas nossa nova solução distancia fisicamente a criança da mãe e não permite que elas compartilhem experiências sensoriais. Transportar uma criança deixou de fazer parte do processo educacional.

Hoje sabemos que o desenvolvimento do córtex visual, a parte do cérebro que processa imagens, não termina durante a vida fetal, mas continua após o nascimento e depende do estímulo visual constante para amadurecer. Os carrinhos de bebê de hoje são mais novos, mas será que são melhores?

É incrível, mas hoje, numa época em que educar para o futuro é o lema de toda escola, numa época em que tentamos alfabetizar as crianças cada vez mais cedo, abandonamos o hábito milenar de permitir que as crianças olhem para a frente e compartilhem as experiências vividas por suas mães. 




* Fernando Reinach é biólogo.

MAIS INFORMAÇÕES: JARED DIAMOND,  "THE WORLD UNTIL YESTERDAY. WHAT CAN WE LEARN FROM TRADITIONAL SOCIETIES". VIKING 2012

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O sono e a criança.


Quantas horas de sono seu filho precisa para ser saudável?

Desde antes de ter meu Pedro eu sempre soube que em cada etapa da vida precisamos de X horas de sono. Recentemente, numa reunião de escola, ouvi a psicóloga dizendo, depois de uma pergunta elaborada por mim, que a criança não precisa ter um mínimo de horas de sono e que isso depende da rotina de cada casa. Hummm, não gostei dessa resposta diante de tantos pais! Tem muita mãe que coloca o filho para dormir depois da meia noite e o acorda às 6h para ir à Escolinha. Isso é correto? Que rendimento escolar essa criança terá? Ela terá um desenvolvimento físico adequado?

Em busca de respostas adequadas e de acordo com o que eu sempre acreditei, fui atrás de algumas fontes para tirar essas dúvidas. São algumas fontes apenas, cabe a você, depois, ir atrás de respostas também!




Do site IG:

Conversamos com o médico Derblai Sebben, que estudou Ritmos Biológicos na USP (Universidade de São Paulo) e Medicina do Sono na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), para saber quais são os principais erros que os pais cometem em relação ao sono dos filhos. Deixá-los acordados até tarde, não manter horários de rotina e supor que a criança não dorme "porque é assim mesmo" estão entre os maiores enganos. Mas o pior dos problemas é deixar a criança dormir menos do que precisa - e elas precisam de muitas horas de sono por dia.

iG: Quais os erros mais comuns que os pais cometem em relação ao sono dos filhos?
Derblai Rogério Sebben: O principal problema da vida moderna é a falta de ritmo - ou seja, a falta de rotina. A vida moderna dos pais faz com que a gente viva correndo. A pessoa acorda atrasada de manhã, corre para tomar café e passa o resto do dia ansiosa. Isso incomoda a criança facilmente. Elas sofrem com essa falta de rotina, com a vida apressada dos pais. As crianças ficam agitadas, essa falta de ritmo leva à hiperatividade da criança. E isso geralmente tem relação direta com a falta de rotina dos adultos.

As crianças precisam de ritmo. Ritmo é igual a saúde. Se você quer que alguém se desenvolva com mais saúde, a estratégia é cuidar dos ritmos.Comer na hora certa, dormir na hora certa, criar e seguir uma rotina. Se os pais não mantêm uma rotina para si, isso passa para as crianças - e elas adoecem, psicológica e fisicamente.

Outro erro comum dos pais é achar que as crianças já nascem com problemas de sono. As mães me falam: "meu filho não dorme, desde bebê ele é assim". Nada disso! A não ser que a criança nasça com um problema neurológico mais grave, sempre explico para elas que a "programação genética" da criança é ela dormir quando o sol se põe e acordar quando o sol nasce. Muitos pais se enganam e acham que o filho tem um problema, mas é só falta de rotina.

iG: Muitos pais estabelecem uma rotina em que a criança vai dormir mais tarde porque eles chegam tarde do trabalho, e querem passar algum tempo com o filho. Como resolver este dilema? É melhor ficar sem ver os pais no dia a dia?
Derblai: Os estudos mostram que, durante o horário das 8 às 10 horas da noite, a criança se beneficia muito mais do sono do que da presença dos pais. Mas isso pode ser adaptado, claro. Se querem passar um tempo com os filhos, seria mais razoável que, ao chegar em casa, os pais tivessem uma conduta que vá tranquilizando a criança. Fazer um lanchinho leve, colocar na cama, ler uma história são opções melhores do que chegar e brincar, fazer bagunça, estimular. A criança poderia dormir às 8 ou 9, mas acaba dormindo às 10 horas da noite, porque os pais chegam e estimulam demais. As mães e os pais devem se lembrar que às 8, 9 da noite, eles próprios já estão cansados também. O melhor é que os filhos já estejam dormindo quando os pais chegam em casa, se eles chegam tarde. E, uma vez por semana, os pais podem se comprometer a chegar mais cedo e ficar com a criança antes dela dormir.

A criança que dorme bem forma melhor seu cérebro, o que influencia também no comportamento. Dormir bem previne o déficit de atenção e a hiperatividade.

iG: Qual a melhor hora para as crianças irem para a cama?
Derblai: Por volta das 7, 8 horas da noite, a produção do hormônio melatonina, que regula o sono, sobe - e a adrenalina desce. Esse é o horário em que é mais fácil a criança dormir. Mais fácil do que às 10 horas da noite, quando se inverte a produção.

iG: Quais os problemas que a falta de sono acarreta para as crianças?
Derblai: A criança que dorme mal pode ter problemas de imunidade - fica resfriada com mais frequência, por exemplo. Quando dormem mal, os pequenos não ficam como a gente, em ritmo lento. Eles ficam elétricos e podem ter problemas de comportamento.

iG: Quais as dicas para a hora de colocar uma criança para dormir?
Derblai: O sono é uma questão biológica. Quem dorme é o corpo, o cérebro tem que ser orientado para dormir. Como induzir o cérebro ao sono? As palavras-chave são escuro e silêncio. Esta dupla dispara a liberação da melatonina. Outras dicas práticas são ter um horário fixo e criar um ambiente apropriado para o sono. Fazer um ritual é uma boa ideia: pode acender uma velinha, deixar uma luz de abajur suave, contar uma história, fazer uma massagem - não massagem especializada, apenas um toque agradável. O importante do ritual é sua repetição. E ele deve ser bem simples. Quanto mais simples para a mãe, melhor para a criança. Quem quiser saber mais sobre o assunto, recomendo a leitura de dois livros muito bons sobre o tema: "Bom sono" (editora Celebris), de Richard Ferber, e "Nana Nenê - Como resolver o problema de insônia de seu filho" (editora Martins Fontes), de Eduard Estivill.

iG: E o que não fazer na hora de dormir?
Derblai: Colocar para dormir com televisão ligada, DVD ou música não são atitudes recomendáveis.


Do Harvard Medical Scholl de Portugal:

  IDADEHORAS DE SONO RECOMENDADAS
<3 meses="" td="">10,5 a 18 horas durante todo o dia
3-12 MESES12 ou mais horas por dia (9 a 12 horas durante a noite + 1 a 4 cochilos de 30 minutos a 2 horas durante o dia).
1-3 ANOS12 a 14 horas por dia(10 a 12 horas durante a noite + 1 a 2 horas durante o dia).
3-5 ANOS11 a 13 horas durante a noite. Pode ou não cochilar.



Da Unifesp

De 3 a 8 anos
A criança de três anos dorme cerca de 12 horas por dia. Isso geralmente se divide em 10 ou 11 horas à noite e uma soneca de uma ou duas horas. A hora da soneca varia mais entre as crianças de três anos do que entre as de dois. A quantidade de sono de que ele vai precisar depende de fatores como acontecimentos do dia, estado de saúde, mudanças na sua rotina ou fase do seu desenvolvimento.

A criança nessa idade leva uma vida muito agitada, motivado pela linguagem em desenvolvimento e pela imaginação ativa. À noite, isso pode criar condições para sonhos e pesadelos. Uma maneira de ajudá-lo a sossegar será tornar sua rotina para a hora de dormir tranqüila e simples.

Dica: Se a criança não consegue dormir sem ter uma luz acesa, um abajur de luz bem fraca pode ser aceso. Em poucas semanas ele deve se acostumar.

Obs.: Entre 3 e 8 anos o sono noturno alonga-se progressivamente de modo que a maior parte das crianças é capaz de dormir a noite inteira. Aos 7 anos de idade é excepcional que uma criança durma durante o dia de maneira regular. Nesta idade ela já não deve apresentar sono durante o dia.

Em crianças hiperativas os distúrbios de sono são um achado importante como dificuldade para dormir, despertares freqüentes podendo estar acompanhados de comportamento inadequado durante à noite, destruindo objetos da casa.


Da Revista Viva Saúde

O ato de dormir não é apenas uma pausa para descanso do corpo e da mente. Em todas as fases da vida, nosso organismo trabalha para valer nesse período:
Infância
É durante o sono que o organismo produz alguns hormônios. Entre eles, o mais importante é o do crescimento (growth hormone), o GH, secretado no primeiro terço da noite tanto nas crianças quanto nos adultos. O GH é essencial para o crescimento dos ossos e músculos. Então, a antiga lenda que a criança cresce enquanto dorme já é um fato comprovado. Pesquisadores da Universidade de Wisconsin, dos Estados Unidos, constataram por meio de sensores que os ossos de carneiros recém-nascidos, medidos a cada 167 segundos, por cerca de três semanas, cresceram pelo menos 90% no período de descanso dos animais. Os especialistas acreditam que o mesmo acontece com as crianças e adolescentes. As conclusões do trabalho foram publicadas no Journal of Pediatric Orthopedics. 

O problema é que nem os bebês escapam da falta de sono. “Aos seis meses, pode ocorrer a insônia do lactente. Sua origem é puramente emocional. Devido ao estresse e à insegurança dos adultos, o bebê também se sente inseguro e desprotegido ao adormecer”, explica o neurologista infantil Rubens Wajnsztejn, professor da Faculdade de Medicina do ABC. 
Na idade pré escolar, além do crescimento, o sono ajuda na fixação dos conceitos aprendidos durante o dia. “Noites mal dormidas resultam em um aprendizado de má qualidade”, ressalta o neurologista infantil. Nessa fase, a insônia também tem origem emocional. “O mais comum é o medo do escuro”, conta o médico Rubens Wajnsztejn.


Para meus filhos Pedro e João, tirado do site Pediatria em foco:

21 a 36 meses (1 e 9 meses a 3 anos)- Maioria das crianças ainda precisam de uma soneca
- Em média a soneca é de 2 horas mas pode ser entre 1-3 horas
- Maioria das crianças dormem entre 7-9 da noite, acordam entre 6:30-8 da manhã
- Se a soneca não aconteceu, é preciso por na cama mais cedo ainda
- Se a criança não dorme bem durante a noite, não permitir que a criança tire a soneca pode ser problemático, causar extrema fadiga
- Se a criança acorda entre 5-6 da manhã, e está bem descansada, pode-se tentar encorajar mais sono com cortinas escuras
- Ir pra cama mais cedo pode resultar em acordar mais tarde de manhã (sono traz mais sono, na maioria dos casos).

3 a 6 anos- A maioria ainda vai dormir entre 7-9 da noite, acorda entre 6:30 e 8 da manhã
- Aos 3 anos a maioria das crianças precisam de 1 soneca todos os dias
- Aos 4 anos, cerca de 50% das crianças tiram soneca 5 dias/semana
- Aos 5 anos de idade, cerca de 25% das crianças tiram soneca 4 dias/semana
- Aos 6 anos de idade as sonecas geralmente desaparecem
- Aos 3 e 4 anos a soneca dura 1-3 horas
- Aos 5 e 6 anos a soneca dura entre 1-2 horas


Infelizmente a vida moderna deixou nosso dia mais 'curto': trabalhamos mais e dormimos menos, além de ficarmos muitas horas em frentes de telas de TVs e computadores.

Nossos filhos dependem de nós para ter uma melhor qualidade de vida. Uma boa noite de sono influencia muito numa boa qualidade de vida!

E na sua casa? Seu filho dorme bem?


terça-feira, 26 de junho de 2012

Erotização infantil.

Fui, recentemente, a um salão de festas, num evento particular voltado ao público infantil e vi uma menina que me chamou a atenção: ele daveria ter a idade de meu Pedro e estava mais maquiada do que eu! Batom vermelho, blush...fiquei perturbada com a imagem mas deixei prá lá; afinal, tenho 02 meninos e não menina.



Isso é nada perto de cada coisa que vemos na TV, nos filmes, revistas, gibis etc. Crianças falando em sexo, tesão, beijo na boca...com menos de 06 anos de idade! Outdoors com meninas vestidas de 'pijaminhas' curtinhos...

Tanta exposição a sexualidade! 
Tanto apelo! 
Tanto material para os pedófilos!



Qual o limite da vaidade? 

Será que essa erotização e adultização precoce não podem ser prejudiciais? 
Penso em meus filhos, inocentes ainda, não sabem o que é namoro, sexo, brincam com brinquedos apropriados à idade deles, assistem programas condizentes com a idade...e colaboramos também: não assistimos novelas, programas 'de domingo', filmes inapropriados, não ouvimos rádio FM, não vemos telejornais etc.; qualquer informação nossa vem pela internet enquanto as crianças estão na escola. Para quê colocar dentro da minha casa informaçãoes desnecessárias, que nada acrescentam à nossa vida?
Se a educação começa em casa...

Ouvi uma mãe falar de uma reunião de escola, onde outra mãe disse que a filha, de menos de 02 anos de idade, dançava como 'as bailarinas do Faustão', gabando-se disso! Que a menina adora novelas e canta músicas 'atuais'. Atuais e imorais! 
Sei que não há como criar os filhos numa redoma de vidro e nem quero isso! 

Sou a favor da criança viver como criança: 
sem pular etapas 
e curtir a infância a cada momento de sua vida. Brincar, fantasiar, se sujar, correr, 
pular, ralar o joelho...
tudo isso faz parte da infância, 
algo que nossas crianças estão perdendo 
por serem precoces demais!

Pais, fiquem atentos: deixem seus filhos serem crianças! 
Não antecipem o amadurecimento deles! 
Tudo tem seu tempo. 
O mundo adulto vai chegar até elas... 


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Criança não trabalha, criança dá trabalho!

Essa do grupo Palavra Cantada é ótima!
Ainda mais com a participação do Arnaldo Antunes!





Criança não trabalha

Composição: Arnaldo Antunes e Paulo Tatit

Lápis, caderno, chiclete, pião
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria, tambor, gritaria, jardim, confusão

Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar, pula cela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia, pirata, baleia, manteiga no pão

Giz, merthiolate, band-aid, sabão
Tênis, cadarço, almofada, colchão
Quebra-cabeça, boneca, peteca, botão, pega-pega, papel, papelão

Criança não trabalha, criança dá trabalho
Criança não trabalha...

Lápis, caderno, chiclete, pião
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria, tambor, gritaria, jardim, confusão

Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar, pula cela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia, pirata, baleia, manteiga no pão

Criança não trabalha, criança dá trabalho
Criança não trabalha...

Giz, merthiolate, band-aid, sabão
Tênis, cadarço, almofada, colchão
Quebra-cabeça, boneca, peteca, botão, pega-pega, papel, papelão

Criança não trabalha, criança dá trabalho
Criança não trabalha...

1, 2 feijão com arroz
3, 4 feijão no prato
5, 6 tudo outra vez...

Lápis, caderno, chiclete, pião
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria, tambor, gritaria, jardim, confusão

Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar, pula cela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia, pirata, baleia, manteiga no pão

Criança não trabalha, criança dá trabalho
Criança não trabalha...


Essas crianças...

Desde que tive meu filho Pedro penso em escrever. Não apenas algo para as mães mas compartilhar com todos as alegrias, sustos, tristezas, emoções e até os momentos de raiva que todos os pais passam com seus filhos.
Cada filho é único, não dá para generalizar. Mas existem coisas que toda criança faz, sem exceções...quem tem filho vai se identificar, quem pensa em ter filhos...vai se surpreender!

Além disso, quem é de Sorocaba e região poderá conferir, aqui, dicas de passeios, programação cultural e outras atividades voltadas para a família, conferidas e recomendadas por mim.