Páginas

Mostrando postagens com marcador direito do bebê. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador direito do bebê. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de março de 2018

Visita na Maternidade


Eu chamei TODO MUNDO para visitar meus meninos quando nasceram, na maternidade. O bom de receber visita na maternidade é que a visita fica pouco, tem cafeteria na maternidade e a gente já entrega a lembrancinha ali mesmo. Além de ninguém se importar com a sua aparência de ZUMBI.

Em casa você tem que arrumar tudo, fazer um café, ter um bolo e estar com cara de "que alegria ver você". E precisa pentear o cabelo e estar de bom humor.

Enfim, isso é questão de gosto e concordância entre papai e mamãe; de qualquer forma o que vocês dois precisam lembrar sempre é de ser fime em relação a algumas orientações às visitas, seja em casa ou na maternidade:

1. Em hipótese alguma receba visita doente! 
Se a visita chegar doente, dê um jeito de dispensá-la com educação. Bom senso precisa ser lembrado às vezes. Nada de tosse, febre, coriza, resfriado, gripe! Dê ao papai essa chance de fazer o bem: papai dispensa as visitas com educação.

2. Não pegue o bebê sem antes lavar as mãos! 
Vovó, papai: verifiquem o banheiro e mostrem às visitas o caminho até ele antes de elas chegarem perto do bebê. Álcool 70º vale? Vale! Depois de lavar as mãos com água e sabonete. 

3. Presentes!
Flores, só fora do quarto. Bichinhos de pelúcia nem pensar! Ganhou? Deixe longe do bebê.

4. Tempo da visita! 
A visita precisa ter noção de que 15 a 30min. é um tempo excelente para ficar com a nova família. Mais que isso, estará atrapalhando. Papai fica com o papel de cortar a visita que não vai embora, chamando-a para um café. 
Lembre-se: a mamãe tá cansada, com dor, cansada e com dor. Respeite-a.

5. Perfumes!
Visita: não use perfume! Não use perfume! Não use perfume! Obrigada, de nada.

6. Beijos!
Não deixem, sob hipótese alguma, a visita beijar seu bebê! Não! Não! Não! 
Não consegue? Deixe beijar a sola do pé, com a meinha. Rosto e mãos nunca!
O bebê pode pegar até herpes. Beijo é pro-i-bi-do! Imagine o coitadinho sair doente por causa de uma tia maluca que não segurou a vontade de beijar a bochecha do recém nascido? Não!

7. Crianças!
Não deixe que crianças vão visitar seu bebê. Se alguém levar crianças, não saia de perto delas! Elas adoram bebês e não sabem porquê não podem pegar, beijar e abraçar. Só o irmão ou irmã podem ficar com o bebê. Crianças não deveriam ir visitar bebês. 

8. Amamentar!
Visitas, entendam: a mamãe está aprendendo e o bebê também. É um momento tenso para os dois e o que eles não precisam é de você querendo ver o peito, ver 'se o bebê tá sugando', dar pitacos e palpites. O momento é dos dois. Respeite. A mamãe vai amamentar: papai sai com as visitas prá um café e volta depois, ok?


Visita: você é SEMPRE mais que bem-vinda, mas não seja uma visita chata. 
O bebê estará aí, prá sempre! 
Vá visitar depois, leve fraldas, comido pronta, bolo, converse com a mamãe nova. 
Seja uma visita com bom senso! Só dê conselhos que forem pedidos.


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Amamentar ou não amamentar? Eis a questão!



Amamentar é algo natural. 
Toda mulher tem leite e todo leite é suficiente para seu filho. 
Basta querer e o bebê estimular. Só. 

Se a mãe QUER e o bebê IDEM...nada impede.
Se você tiver pouco leite, estimule mais, tome mais líquidos, TIRE A CHUPETA e ofereça mais a mama a seu bebê. Ele ajuda a produzir mais leite. Converse com a pediatra, com as amigas, mas NUNCA negue o peito!! 

Pode ser insegurança tua, pois, de acordo com dados, apenas 2% têm dificuldades físicas para produzir uma quantidade suficiente de leite. Não desista!

O Pedro e o João mamaram o quanto quiseram, nunca neguei. Nunca dei chupetas. Nunca dei mamadeiras. 

Saiu numa Revista conceituada, uma crônica sobre a amamentação e suplementos que está revoltando as mamães de plantão. 


Leia e tire suas próprias conclusões:


Há um ano: Leite em pó

A tal moda de amamentar está me dando fome... E todos os adultos achando que tô chorando por cólica
Estou deixando minha mãe meio apavorada. É porque eu choro muito. E ela continua não entendendo. Vou contar a verdade: Minha mãe está com pouco leite... Acontece nas melhores famílias. Mas como eu nasci no século 21 - em uma família que pode ir ao supermercado - existe uma solução incrível chamada LEITE EM PÓ. Os cientistas – são os homens que inventam as coisas novas - conseguiram inventar um leite bem parecido ao leite da minha mãe, é uma maravilha. 
O problema é o de sempre: minha mãe não me ouve. Ela fica achando que eu tô chorando de cólica, e eu tô chorando de fome! Cólica é uma coisa que eles dizem para todos os problemas que a gente tem. Quando não sabe o que é, é só dizer que é cólica! Mas pra vocês entenderem a cólica e o leite em pó vou ter que falar de outro assunto.
Aqui na Terra tem uma coisa chamada “moda”. Todo mundo se influencia por ela. A moda faz as pessoas mudarem de ideia e acreditarem no extremo oposto do que acreditavam antes. É assim, dependendo da moda você logo muda de idéia. A moda depende do lugar, da época e não sei mais do quê, mas serve pra tudo: eu já vi para comida, roupa, educação. Isso só em três semanas, então é seguro que sirva pra mais coisa.
Tô dizendo isso porque aqui onde nasci, no Brasil, está super na moda amamentar! Então a maravilhosa invenção do leite em pó anda malvista... E nem passa pela cabeça da minha mãe – que, infelizmente, se influencia pelo o que pensa a maioria - que eu seria muito mais feliz se ganhasse, depois do peito, um pouquinho de leite em pó.
Tem uma senhora muito simpática que vem quase todo dia aqui em casa. Ainda não entendi porque ela passa tanto tempo aqui – e ninguém me explicou. O nome dela é Maria. Uma visita diferente porque as outras visitam costumam ficar paradas e ela fica de um lado pro outro levando coisas, arrumando, limpando. De vez em quando, ela fala para alguém: “Ah, se a mãe dela saísse um pouquinho, eu bem que dava uma mamadeira bem grande, aposto que esse bebê está chorando de fome”. A Maria, que não liga pra moda, tem boa intuição. Mas nada da minha mamãe sair de casa...
É o problema de sempre... Os adultos basicamente só entendem as palavras. No resto da comunicação eles não vão muito bem.
Ai que fome, quero mais leite e o da minha mãe já acabou... É difícil mesmo essa vida na Terra...

Mariana Reade



Seria puro merchan da DANONE ou uma tremenda coincidência??



Leia mais, aqui mesmo, no blog, sobre amamentação, clicando aqui.




terça-feira, 26 de novembro de 2013

Crianças proibidas de ver!

Muito otimistas, os seres humanos associam a palavra novo à palavra melhor. Gostamos de descrever as mudanças na nossa vida como "o progresso da humanidade".

Mas o novo não é sempre melhor. A redescoberta dessa afirmação óbvia é uma das novidades deste início de século e tem aumentado nosso interesse pelo modo de vida nas sociedades ditas primitivas. Você segue a dieta do caçador ou é vegetariano? Que tal corrermos descalços? Educar em casa ou na escola? E o colchão, não deveria ser mais duro?

Nosso passado é longo. Os ancestrais do Homo sapiens surgiram 1 milhão de anos atrás. Durante os primeiros 800 mil anos viveram coletando o alimento de cada dia, todo dia, o dia todo. Vagavam pelas estepes e florestas africanas, fugindo dos predadores. Nós, os Homo sapiens, surgimos faz aproximadamente 200 mil anos e somos descendentes dos indivíduos que sobreviveram a esta intensa seleção natural que durou 800 mil anos. 

Nestes últimos 200 mil anos, ainda passamos 185 mil deles vivendo em pequenos grupos, coletando raízes, caçando, pescando, nos espalhando por diversos continentes. Os nossos antepassados que sobreviveram a esse tipo de vida descobriram a agricultura e domesticaram os animais faz 15 mil anos. Neste período, passamos 10 mil anos em pequenas vilas. Faz talvez 5 mil anos que nos organizamos em cidades maiores e somente há 200 anos ocorreu a Revolução Industrial.

Nesta história de 1 milhão de anos, o passado recente não é a Revolução Francesa ou a locomotiva a vapor, como insistem os currículos escolares. O ontem é o fim da Idade da Pedra, a organização social de tribos nômades e o modo de vida dos primeiros agricultores. O carro e a internet surgiram faz alguns segundos.

O novo livro de Jared Diamond, The World Until Yesterday (O Mundo Até Ontem, em tradução livre), é sobre esse ontem e sobre o que ele pode nos ensinar. São 500 páginas de observações fascinantes. Aqui vai um aperitivo para aguçar seu apetite.

Nas sociedades tradicionais, as crianças, antes de aprenderem a andar, são carregadas pelas mães. Em todas as culturas tradicionais, logo que a criança consegue firmar o pescoço, ela é transportada na posição vertical. Pode ser nas costas ou na frente da mãe, seja com o auxílio dos braços ou utilizando dobras das roupas ou artefatos construídos para esse fim. 

Nessa posição, o campo visual da criança é aproximadamente o mesmo da mãe. Ela olha para a frente e pode observar todo o ambiente em sua volta praticamente do mesmo ângulo e da mesma altura da mãe. O horizonte, as árvores, os animais e seus movimentos são observados pela criança da mesma maneira que a mãe observa seu ambiente. Quando um pássaro canta e a mãe vira a cabeça para observar, a criança também tem uma chance de associar o canto do pássaro à sua plumagem. A criança observa o trabalho de coleta de alimento da mãe, como ela prepara a comida, o que a assusta, o que provoca o riso ou a tristeza na mãe. Carregar uma criança na posição vertical faz parte do processo de educação.

Isso era ontem. E como é hoje? 

Inventamos o carrinho de bebê. 

                              As crianças menores são transportadas deitadas de costas, olhando para o céu (ou para a face da mãe). 
    A criança não compartilha a experiência visual da mãe, não consegue associar as expressões faciais da mãe a objetos e sentimentos. 
 Os sons ouvidos pela criança dificilmente podem ser associados a experiências visuais, atividades ou sentimentos. 
          Deitadas, as crianças modernas só observam o teto (dentro de edifícios) ou o céu (ao ar livre). 

Como o céu é claro e incomoda a vista, muitos desses carrinhos possuem uma coberturas de pano, o que restringe ainda mais o campo de visão e empobrece a experiência visual da criança. Não é de espantar que um bebê, cujos ancestrais foram selecionados para aprender a observar o meio ambiente desde o início de sua vida, fique entediado. Mas para isso temos uma solução moderna: uma chupeta que simula o bico do seio da mãe. Hoje, carregar uma criança é considerado um estorvo, mas nossa nova solução distancia fisicamente a criança da mãe e não permite que elas compartilhem experiências sensoriais. Transportar uma criança deixou de fazer parte do processo educacional.

Hoje sabemos que o desenvolvimento do córtex visual, a parte do cérebro que processa imagens, não termina durante a vida fetal, mas continua após o nascimento e depende do estímulo visual constante para amadurecer. Os carrinhos de bebê de hoje são mais novos, mas será que são melhores?

É incrível, mas hoje, numa época em que educar para o futuro é o lema de toda escola, numa época em que tentamos alfabetizar as crianças cada vez mais cedo, abandonamos o hábito milenar de permitir que as crianças olhem para a frente e compartilhem as experiências vividas por suas mães. 




* Fernando Reinach é biólogo.

MAIS INFORMAÇÕES: JARED DIAMOND,  "THE WORLD UNTIL YESTERDAY. WHAT CAN WE LEARN FROM TRADITIONAL SOCIETIES". VIKING 2012

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O sono e a criança.


Quantas horas de sono seu filho precisa para ser saudável?

Desde antes de ter meu Pedro eu sempre soube que em cada etapa da vida precisamos de X horas de sono. Recentemente, numa reunião de escola, ouvi a psicóloga dizendo, depois de uma pergunta elaborada por mim, que a criança não precisa ter um mínimo de horas de sono e que isso depende da rotina de cada casa. Hummm, não gostei dessa resposta diante de tantos pais! Tem muita mãe que coloca o filho para dormir depois da meia noite e o acorda às 6h para ir à Escolinha. Isso é correto? Que rendimento escolar essa criança terá? Ela terá um desenvolvimento físico adequado?

Em busca de respostas adequadas e de acordo com o que eu sempre acreditei, fui atrás de algumas fontes para tirar essas dúvidas. São algumas fontes apenas, cabe a você, depois, ir atrás de respostas também!




Do site IG:

Conversamos com o médico Derblai Sebben, que estudou Ritmos Biológicos na USP (Universidade de São Paulo) e Medicina do Sono na UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), para saber quais são os principais erros que os pais cometem em relação ao sono dos filhos. Deixá-los acordados até tarde, não manter horários de rotina e supor que a criança não dorme "porque é assim mesmo" estão entre os maiores enganos. Mas o pior dos problemas é deixar a criança dormir menos do que precisa - e elas precisam de muitas horas de sono por dia.

iG: Quais os erros mais comuns que os pais cometem em relação ao sono dos filhos?
Derblai Rogério Sebben: O principal problema da vida moderna é a falta de ritmo - ou seja, a falta de rotina. A vida moderna dos pais faz com que a gente viva correndo. A pessoa acorda atrasada de manhã, corre para tomar café e passa o resto do dia ansiosa. Isso incomoda a criança facilmente. Elas sofrem com essa falta de rotina, com a vida apressada dos pais. As crianças ficam agitadas, essa falta de ritmo leva à hiperatividade da criança. E isso geralmente tem relação direta com a falta de rotina dos adultos.

As crianças precisam de ritmo. Ritmo é igual a saúde. Se você quer que alguém se desenvolva com mais saúde, a estratégia é cuidar dos ritmos.Comer na hora certa, dormir na hora certa, criar e seguir uma rotina. Se os pais não mantêm uma rotina para si, isso passa para as crianças - e elas adoecem, psicológica e fisicamente.

Outro erro comum dos pais é achar que as crianças já nascem com problemas de sono. As mães me falam: "meu filho não dorme, desde bebê ele é assim". Nada disso! A não ser que a criança nasça com um problema neurológico mais grave, sempre explico para elas que a "programação genética" da criança é ela dormir quando o sol se põe e acordar quando o sol nasce. Muitos pais se enganam e acham que o filho tem um problema, mas é só falta de rotina.

iG: Muitos pais estabelecem uma rotina em que a criança vai dormir mais tarde porque eles chegam tarde do trabalho, e querem passar algum tempo com o filho. Como resolver este dilema? É melhor ficar sem ver os pais no dia a dia?
Derblai: Os estudos mostram que, durante o horário das 8 às 10 horas da noite, a criança se beneficia muito mais do sono do que da presença dos pais. Mas isso pode ser adaptado, claro. Se querem passar um tempo com os filhos, seria mais razoável que, ao chegar em casa, os pais tivessem uma conduta que vá tranquilizando a criança. Fazer um lanchinho leve, colocar na cama, ler uma história são opções melhores do que chegar e brincar, fazer bagunça, estimular. A criança poderia dormir às 8 ou 9, mas acaba dormindo às 10 horas da noite, porque os pais chegam e estimulam demais. As mães e os pais devem se lembrar que às 8, 9 da noite, eles próprios já estão cansados também. O melhor é que os filhos já estejam dormindo quando os pais chegam em casa, se eles chegam tarde. E, uma vez por semana, os pais podem se comprometer a chegar mais cedo e ficar com a criança antes dela dormir.

A criança que dorme bem forma melhor seu cérebro, o que influencia também no comportamento. Dormir bem previne o déficit de atenção e a hiperatividade.

iG: Qual a melhor hora para as crianças irem para a cama?
Derblai: Por volta das 7, 8 horas da noite, a produção do hormônio melatonina, que regula o sono, sobe - e a adrenalina desce. Esse é o horário em que é mais fácil a criança dormir. Mais fácil do que às 10 horas da noite, quando se inverte a produção.

iG: Quais os problemas que a falta de sono acarreta para as crianças?
Derblai: A criança que dorme mal pode ter problemas de imunidade - fica resfriada com mais frequência, por exemplo. Quando dormem mal, os pequenos não ficam como a gente, em ritmo lento. Eles ficam elétricos e podem ter problemas de comportamento.

iG: Quais as dicas para a hora de colocar uma criança para dormir?
Derblai: O sono é uma questão biológica. Quem dorme é o corpo, o cérebro tem que ser orientado para dormir. Como induzir o cérebro ao sono? As palavras-chave são escuro e silêncio. Esta dupla dispara a liberação da melatonina. Outras dicas práticas são ter um horário fixo e criar um ambiente apropriado para o sono. Fazer um ritual é uma boa ideia: pode acender uma velinha, deixar uma luz de abajur suave, contar uma história, fazer uma massagem - não massagem especializada, apenas um toque agradável. O importante do ritual é sua repetição. E ele deve ser bem simples. Quanto mais simples para a mãe, melhor para a criança. Quem quiser saber mais sobre o assunto, recomendo a leitura de dois livros muito bons sobre o tema: "Bom sono" (editora Celebris), de Richard Ferber, e "Nana Nenê - Como resolver o problema de insônia de seu filho" (editora Martins Fontes), de Eduard Estivill.

iG: E o que não fazer na hora de dormir?
Derblai: Colocar para dormir com televisão ligada, DVD ou música não são atitudes recomendáveis.


Do Harvard Medical Scholl de Portugal:

  IDADEHORAS DE SONO RECOMENDADAS
<3 meses="" td="">10,5 a 18 horas durante todo o dia
3-12 MESES12 ou mais horas por dia (9 a 12 horas durante a noite + 1 a 4 cochilos de 30 minutos a 2 horas durante o dia).
1-3 ANOS12 a 14 horas por dia(10 a 12 horas durante a noite + 1 a 2 horas durante o dia).
3-5 ANOS11 a 13 horas durante a noite. Pode ou não cochilar.



Da Unifesp

De 3 a 8 anos
A criança de três anos dorme cerca de 12 horas por dia. Isso geralmente se divide em 10 ou 11 horas à noite e uma soneca de uma ou duas horas. A hora da soneca varia mais entre as crianças de três anos do que entre as de dois. A quantidade de sono de que ele vai precisar depende de fatores como acontecimentos do dia, estado de saúde, mudanças na sua rotina ou fase do seu desenvolvimento.

A criança nessa idade leva uma vida muito agitada, motivado pela linguagem em desenvolvimento e pela imaginação ativa. À noite, isso pode criar condições para sonhos e pesadelos. Uma maneira de ajudá-lo a sossegar será tornar sua rotina para a hora de dormir tranqüila e simples.

Dica: Se a criança não consegue dormir sem ter uma luz acesa, um abajur de luz bem fraca pode ser aceso. Em poucas semanas ele deve se acostumar.

Obs.: Entre 3 e 8 anos o sono noturno alonga-se progressivamente de modo que a maior parte das crianças é capaz de dormir a noite inteira. Aos 7 anos de idade é excepcional que uma criança durma durante o dia de maneira regular. Nesta idade ela já não deve apresentar sono durante o dia.

Em crianças hiperativas os distúrbios de sono são um achado importante como dificuldade para dormir, despertares freqüentes podendo estar acompanhados de comportamento inadequado durante à noite, destruindo objetos da casa.


Da Revista Viva Saúde

O ato de dormir não é apenas uma pausa para descanso do corpo e da mente. Em todas as fases da vida, nosso organismo trabalha para valer nesse período:
Infância
É durante o sono que o organismo produz alguns hormônios. Entre eles, o mais importante é o do crescimento (growth hormone), o GH, secretado no primeiro terço da noite tanto nas crianças quanto nos adultos. O GH é essencial para o crescimento dos ossos e músculos. Então, a antiga lenda que a criança cresce enquanto dorme já é um fato comprovado. Pesquisadores da Universidade de Wisconsin, dos Estados Unidos, constataram por meio de sensores que os ossos de carneiros recém-nascidos, medidos a cada 167 segundos, por cerca de três semanas, cresceram pelo menos 90% no período de descanso dos animais. Os especialistas acreditam que o mesmo acontece com as crianças e adolescentes. As conclusões do trabalho foram publicadas no Journal of Pediatric Orthopedics. 

O problema é que nem os bebês escapam da falta de sono. “Aos seis meses, pode ocorrer a insônia do lactente. Sua origem é puramente emocional. Devido ao estresse e à insegurança dos adultos, o bebê também se sente inseguro e desprotegido ao adormecer”, explica o neurologista infantil Rubens Wajnsztejn, professor da Faculdade de Medicina do ABC. 
Na idade pré escolar, além do crescimento, o sono ajuda na fixação dos conceitos aprendidos durante o dia. “Noites mal dormidas resultam em um aprendizado de má qualidade”, ressalta o neurologista infantil. Nessa fase, a insônia também tem origem emocional. “O mais comum é o medo do escuro”, conta o médico Rubens Wajnsztejn.


Para meus filhos Pedro e João, tirado do site Pediatria em foco:

21 a 36 meses (1 e 9 meses a 3 anos)- Maioria das crianças ainda precisam de uma soneca
- Em média a soneca é de 2 horas mas pode ser entre 1-3 horas
- Maioria das crianças dormem entre 7-9 da noite, acordam entre 6:30-8 da manhã
- Se a soneca não aconteceu, é preciso por na cama mais cedo ainda
- Se a criança não dorme bem durante a noite, não permitir que a criança tire a soneca pode ser problemático, causar extrema fadiga
- Se a criança acorda entre 5-6 da manhã, e está bem descansada, pode-se tentar encorajar mais sono com cortinas escuras
- Ir pra cama mais cedo pode resultar em acordar mais tarde de manhã (sono traz mais sono, na maioria dos casos).

3 a 6 anos- A maioria ainda vai dormir entre 7-9 da noite, acorda entre 6:30 e 8 da manhã
- Aos 3 anos a maioria das crianças precisam de 1 soneca todos os dias
- Aos 4 anos, cerca de 50% das crianças tiram soneca 5 dias/semana
- Aos 5 anos de idade, cerca de 25% das crianças tiram soneca 4 dias/semana
- Aos 6 anos de idade as sonecas geralmente desaparecem
- Aos 3 e 4 anos a soneca dura 1-3 horas
- Aos 5 e 6 anos a soneca dura entre 1-2 horas


Infelizmente a vida moderna deixou nosso dia mais 'curto': trabalhamos mais e dormimos menos, além de ficarmos muitas horas em frentes de telas de TVs e computadores.

Nossos filhos dependem de nós para ter uma melhor qualidade de vida. Uma boa noite de sono influencia muito numa boa qualidade de vida!

E na sua casa? Seu filho dorme bem?


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Vacinação - Calendário

Vacinar seu filho é muito importante. É um grande ato de amor.
Infelizmente muitas vacinas não são disponibilizadas na Rede Pública de Saúde e são muito caras! Infome-se em sua cidade quais as clínicas de vacinação particulares que existem. Faça um orçamento, negocie forma de pagamento, mas não deixe, em hipótese alguma, de vacinar seu filho!


No link abaixo é possível visualizar outro calendário mais detalhado:
http://www.vacine.com.br/site/calencrianca/index.htm


Vacinação

Hoje o Pedro tomou a segunda dose da vacina contra Hepatite A.
Foi no braço. Desde o dia anterior vinha preparando ele:
- Pedro, amanhã a mamãe vai levar você para tomar vacina. É um remédio que a tia vai dar em você e vai fazer "pim" (picada). Vai doer, fazer dodói, mas passa logo!
Fomos, ele não chorou nem reclamou!
Ganhou uma medalha pela coragem, um quebra-cabeças e um gibi.
Esse é o Pedro, forte e grande como ele mesmo diz!



sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Amamentação IV

Glândula Mamária: Fonte de Vida
A "pega" correta e vigorosa do mamilo e da aréola favorece a mamada com até 80 sucções por minuto.

São monitorados pelo bebê:
- Freqüência;
- Intervalo entre as mamadas
- Horário.


CURIOSIDADES SOBRE O LEITE HUMANO:
Alimento completo com secreção viva e dinâmica de puro amor.
Contém Nutrientes:
- Proteínas
- Lipídeos (gorduras)
- Lactose (açúcar)
- Sais Minerais
- Vitaminas
- Água = 87,3%
- Mais de 300 outros elementos

É rico em:
- Anticorpos
- Leucócitos
- Lactoferrina
- Fator Bífidus
- Macrófagos

Poderoso na capacidade de Prevenir:

- Infecções: respiratórias, intestinais, urinárias, de pele e de ouvido
- Alergias
- Desnutrição crônica
- Alterações ortodônticas
- Diabete Mellitus
- Outras doenças a curto e longo prazo


Poderoso na capacidade de Reduzir:
- Mortalidade Infantil
- Internamento hospitalar
- Aquisição de remédios e leite alternativo.


Amamentação III

CONTITUIÇÃO BRASILEIRA
Capítulo II, Artigo 7, Parágrafos XVIII. Licença Gestante
A licença gestante é de cento e vinte dias, sem prejuízo do empregado ou do salário. O pagamento da licença é feito pela Previdência.

Parágrafo XIX. Licença paternidade.
Esta é de cinco dias a contar do pós-parto, para que possa prestar a assistência ao filho e a sua companheira, recebendo o salário integral (esta é concedida mediante a apresentação do registro do recém nascido).

CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS TRABALHISTAS (CLT)
Art.389, Parágrafo 4º., Inciso 1º - direito da licença da hora de Amamentação.
Toda empresa é obrigada, desde que tenha trinta ou mais mulheres com mais de 16 anos de idade, a ter um local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância os seus filhos, no período de amamentação. Esta exigência poderá ser atendida por meio de creches diretamente ou mediante convênios. A flexibilização desta lei é que muitas empresas pagam uma porcentagem sobre o salário a fim de contribuição a auxilio a creche.

Art.392 – Da proteção a Maternidade.
É proibido o trabalho da mulher grávida no período de quatro semanas antes e oito semanas depois do parto.

Art.392, Inciso 3º.
Em caso de parto antecipado, a mulher terá sempre direito às doze semanas previstas neste artigo.

Art.392, Inciso 4º.
Em casos excepcionais, mediante atestado médico, na forma do Inciso I é permitido à mulher mudar de função no trabalho.

Art. 396 – Direito a amamentar durante a jornada de trabalho.
Para amamentar o próprio filho, até que este complete seis meses de idade, a mulher trabalhadora terá direito, durante a jornada de trabalho, a dois descansos remunerados de meia hora cada um. (para que seja feito o esvaziamento mamário).

Parágrafo Único
Quando a saúde do filho exigir, o período de seis meses poderá ser dilatado a critério de autoridade competente.

Art. 400 – Creches e berçarios no local de trabalho.
Os locais destinados à guarda dos filhos das operárias durante o período de amamentação deverão possuir no mínimo um berçário, uma sala de amamentação, uma cozinha dietética e uma instalação sanitária. As creches à disposição das empresas mediante convênios deverão estar próximas do local de trabalho.

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (Lei 8.069– 13/07/90)
Art. 8 – Assegurar à gestante, através do SUS, o atendimento antes e após o parto.

Art. 9 – Proporcionar condições adequadas ao aleitamento materno, aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade.

Art. 10 – Manter Alojamento Conjunto possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe.

NORMA BRASILEIRA PARA COMERCIALIZAÇÃO DE ALIMENTOS PARA LACTENTES RESOLUÇÃO 31/92 DO CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE – 12/10/92
Esta norma protege a amamentação contra a propaganda indiscriminada de produtos e utensílios que possam induzir o desmame precoce (antes do 6º mês).

NORMA PARA O ALOJAMENTO CONJUNTO PORTARIA GM/MS nº 1016, 26/08/93.
Esta portaria obriga hospitais e maternidades vinculadas ao SUS, conveniadas ou particulares, a implantarem o alojamento conjunto.

Amametação II

A mãe que trabalha deve reivindicar o direito de amamentar seu filho:

- A mãe que, comprovadamente, amamente o seu filho tem direito a dispensa de trabalho para o efeito, durante todo o tempo que durar a amamentação.
(art.º 39 nº2, Lei 99/2003, de 27 de Agosto)

- As dispensas para consulta, amamentação e aleitação não determinam perda de quaisquer direitos e são consideradas como prestação efectiva de serviço.
(art.º 50º nº2, Lei 99/2003, de 27 de Agosto)

- A dispensa diária para amamentação ou aleitação é gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com o empregador.
(art.º 73º nº3, Lei 35/2004, de 29 de Julho)

- As dispensas referidas no art.º 39º, no nº3 do art.º 47º e na alínea c) do nº4 do art.º 49º do Código do Trabalho são consideradas como prestação efectiva de serviço para todos os efeitos, nomeadamente quanto à remuneração e ao desconto de tempo para qualquer efeito.
(art.º 109º, nº1, Lei 35/2004, de 29 de Julho)

Não abra mão desse direito!

Amamentação

Toda mãe amamenta. 
Não existe uma mulher, que tenha tido filhos, que não tenha leite.
O instinto materno e o amor fazem até mães adotivas e avós a "fabricarem" leite. Deus é perfeito em tudo que faz!
Outro mito: Não existe leite fraco: o leite de cada mãe é suficiente para seu filho, foi feito exclusivamente para ele, para atender às necessidades dele...portanto alimente-se melhor!
A amamentação no peito é algo natural.
Fomos feitas para isso!
Não devemos ir contra a ordem natural das coisas, não devemos negar ao nosso filho o direito que ele tem e o alimento que foi feito sob medida para ele.

É difícil, doloroso no início, mas vale a pena.

Quando nasce um filho nasce também uma mãe; ele aprende a mamar e a mãe a amamentar.

Uma cumplicidade ímpar.


Eu fiz questão absoluta de amamentar o Pedro. Antes de ele nascer, eu passava bucha vegetal nos mamilos durante o banho, fiz exercícios etc. Mesmo assim foi muito dolorido amamentar nos primeiros dias.
Eu gritava de dor! A sucção é forte! É algo novo, diferente.
Mas vê-lo mamando com vontade, feliz e depois adormecer saciado...não tem preço! Valeu todo o processo e a dor. Eram momento únicos, meu e dele apenas. Eu cantava para ele, conversava, fazia carinho no rostinho e na cabecinha...maravilhoso! MEU momento com ele!

Não deixe de passar por isso...não nege seu peito!
Todos os mitos caem por terra e você só pensa no prazer, na alegria e como é gratificante amamentar. Sensação de dever cumprido, de ser uma heroína!

Amamente.

Essas crianças...

Desde que tive meu filho Pedro penso em escrever. Não apenas algo para as mães mas compartilhar com todos as alegrias, sustos, tristezas, emoções e até os momentos de raiva que todos os pais passam com seus filhos.
Cada filho é único, não dá para generalizar. Mas existem coisas que toda criança faz, sem exceções...quem tem filho vai se identificar, quem pensa em ter filhos...vai se surpreender!

Além disso, quem é de Sorocaba e região poderá conferir, aqui, dicas de passeios, programação cultural e outras atividades voltadas para a família, conferidas e recomendadas por mim.